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Tratamento para Halitose

Tratamento para Halitose

HALITOSE é o termo científico para o mau hálito. É muito importante dizer que o mau hálito é um sintoma e não uma doença. Ele revela que algo no organismo está em desequilíbrio, que deve ser indentificado e tratado.

CAUSAS

Existem mais de 60 causas para a Halitose. Aproximadamente 90% dos casos têm origem bucal, especialmente as alterações na gengiva e no periodonto e a presença de saburra lingual, sendo que se for detectado algum problema de ordem médica (ligado ou não ao mau hálito e suas causas), encaminharemos o Paciente ao especialista correspondente, para tratamento conjunto.

Uma das causas mais comuns, que é uma causa indireta, é a diminuição da produção de saliva, ocasionada principalmente por remédios que a pessoa possa estar tomando e que diminuam a salivação como efeito colateral, stress excessivo, certas doenças, etc..

Essa diminuição da quantidade de saliva favorece a formação de uma placa bacteriana (camada esbranquiçada) na parte posterior da língua, chamada de saburra lingual e no interior das amígdalas, em forma de uma pequena bolinha amarelada, chamadas cáseos amigdalianos. Elas são formadas por restos proteicos alimentares e salivares, células que se descamam da mucosa bucal e bactérias. Estas bactérias se alimentam das proteínas presentes nestas células e restos proteicos e nesse processo ocorre a liberação de enxofre, em forma de compostos sulfurados voláteis (CSVs), que são os gases que causam um hálito alterado e desagradável.
Hoje, através de aparelhos de alta tecnologia, podemos medir a concentração destes compostos derivados do enxofre presentes na boca.

Através destes aparelhos pode-se avaliar a intensidade do problema, permitindo também acompanhar a evolução do tratamento, o que é importante para o Paciente, pois ele poderá ver em números, como está o seu hálito (normal ou alterado).

É muito importante evidenciar que as patologias das vias aéreas superiores (sinusites, amigdalites, rinites, adenóides) podem gerar mau hálito principalmente por tornar o Paciente um respirador bucal, o que irá gerar um ressecamento na mucosa bucal e consequentemente aumentar a descamação de células (pedacinhos microscópicos de pele), o que irá propiciar a formação de saburra lingual e do cáseos amigdalianos.

Os cáseos amigdalianos mencionados acima, pequenas bolinhas mal cheirosas que se formam no interior das amígdalas, semelhantes a uma bolinha de queijo, são a causa mais comum de halitose proveniente das vias aéreas superiores. Entretanto, a manifestação da halitose vinda dos cáseos é através do ar expirado pela boca, pois as amígdalas se localizam na orofaringe, entre a faringe e a boca.

Existem muitas causas de halitose vindas de dentro do organismo, mas que correspondem a uma pequena parcela dos casos de halitose.

Um causa comum de halitose vinda de dentro do organismo são os longos intervalos em jejum que provocam a hipoglicemia (quem já fez regime para emagrecer sabe disso).
É normal ter halitose ao acordar. Isso se dá pelo jejum da noite associado à redução do fluxo salivar que acontece normalmente durante o sono. Após ingerir o café da manhã e escovar os dentes, esse hálito alterado deve desaparecer. Se não desaparecer, existe algum problema que deve ser investigado e tratado.
Bebidas alcoólicas e diversos alimentos (principalmente os com excesso de gordura e proteína animal, além do alho, cebola, frituras, alimentos que contenham enxofre, etc.) podem causar uma alteração no aroma bucal, especialmente em pessoas que já tiveram ou têm algum problema no fígado, pela dificuldade deste em metabolizar certas substâncias presentes nesses alimentos.

É importante mencionar que o estômago não provoca o mau hálito crônico, podendo entretanto, provocar uma alteração breve e passageira no odor do hálito. Um exemplo disso é quando a pessoa é portadora de um refluxo gastro-esofágico ou ainda quando tem arrotos frequentes, mas em ambos os casos, o odor característico é ácido ou do odor do alimento que estiver no estômago, bem diferente do cheiro característico da halitose crônica, que tem odor de enxofre.

Diabetes, disfunção renal grave, carência de vitamina C e outras doenças ou disfunções mais raras também podem causar alteração no odor bucal, mas a ocorrência destas dooenças ou disfunções correspondem a uma porcentagem mínima dos casos, se compararmos com os casos de origem bucal.

TRATAMENTO DA HALITOSE

Recomendamos a consulta de avaliação apenas para quem tem dúvida sem tem halitose. Se o Paciente tiver certeza que tem mau hálito, recomendamos que ele marque uma consulta para fazer a consulta de Avaliação e iniciar o Tratamento no mesmo dia, pois assim os resultados ocorrerão mais rapidamente, podendo ter ótimos resultados em poucos dias.

Para tratar a halitose é preciso olhar para o Paciente como um todo (vide texto - tratamento da halitose - uma visão holística), pois é comum existirem causas associadas. O aspecto emocional tem muita influência, pois muitas vezes pode causar uma hiposalivação (diminuição da quantidade de saliva) ou então a hipoglicemia (nível baixo de açúcar no sangue), ambas com potencial de causar o mau hálito.

No período em que ficará em nossa clínica, serão respondidas diversas perguntas e o Paciente preencherá questionários para avaliar seu nível de stress e também diversas funções do organismo tais como: função renal, hepática, digestiva, pulmonar, endocrinológica e avaliação de quaisquer problemas nas vias aéreas superiores. São feitos também alguns testes e avaliações como, por exemplo, a mensuração da concentração dos gases derivados do enxofre produzidos na boca (através do halímetro), verificação do fluxo salivar (sialometria), da pressão arterial e batimentos cardíacos, diagnóstico da presença de ronco e apnéia e da xerostomia (sensação de boca seca) ou hiposalivação (baixa produção de saliva), entre outros.

Além disso, avaliaremos criteriosamente os aspectos psicológicos relacionados com o mau hálito, especialmente as alterações comportamentais decorrentes da halitose (ou da crença em ter o problema) que o Paciente adquiriu.
A seguir é feito um exame bucal completo. Nesse exame será avaliado as condições dos dentes, gengiva, periodonto, tecidos moles (lábios, bochechas, etc.), língua, amigdalas e como está a higiene bucal do Paciente.
Com esses dados reunidos chega-se a um diagnóstico da(s) causa(s) do mau hálito, e é instituído um plano de tratamento.

Através deste, o Paciente saberá de onde vem seu problema, o que terá de ser feito para resolve-lo, o custo total do tratamento, quantas sessões serão necessárias para o seu caso, o que será feito em cada sessão, o custo total do tratamento e a forma de pagamento.